sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Escassez

Não há música
Não há livros
Não há afetos
Não há sentimentos
Não há sentidos
Só há cansaço

Não há histórias
Não há conversas
Não há abraços
Não há sorrisos
Não há amigos
Só há sucesso

Não há simplicidade
Não há leveza
Não há beleza
Não há linguagem
Não há poesia
Só há funções

Não há tempo
Não há descanso
Não há contemplação
Não há fragilidades
Não há abstratos
Não há subjetivos
Só há concreto

Em tempos de escassez, és o meu encanto cotidiano.

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